Série: Travessia da Ponte 25 de Abril - (4/6) Yeah! Depois da travessia, a ponte continua de pé!

Depois da nossa travessia, a ponte continuou de pé! Uauuu! Grande feito...!

Parece ridícula esta afirmação... então os meus caros leitores preparem-se que vão ficar estupefactos quando confrontados com a próxima informação: antigamente existia a crença de que a ponte não aguentava com uma multidão a correr nela! Dá para imaginar...? Parece mentira, sabendo que hoje temos trânsito tanto rodoviário como ferroviário a fazerem a travessia diariamente...! Mas não é!

(2015)

Antigamente, antes da estreia da 1ª edição, existia esse grande receio de que a ponte não aguentasse com milhares de pessoas a atravessar a ponte a correr... caricato, não acham? Só depois de se ter tido um parecer favorável da empresa construtora que o tabuleiro oferecia condições de segurança para este tipo de travessia, é que se avançou!

(2004)

A ponte desde então continuou firme e hirta, pronta para receber muitas outras edições, apesar de, precisamente neste ano, 2018, a prova ter sido desviada da ponte por não estarem reunidas todas as condições de segurança.   :(

(2004)

Desenganem-se aqueles que já estão a lembrar-se das notícias da necessidade urgente de intervenção de manutenção na ponte, para evitar um iminente risco de queda....

A Visão lançou a notícia de que o Governo recebeu um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil a alertar que deviam ser realizadas "medidas urgentes de reparação", devido a fissuras e parafusos soltos que foram detetadas "numa zona estrutural da travessia". E acrescento, fissuras que já tinham sido detectadas há anos e têm vindo a aumentar. Depois da polémica instalada, veio a IP (Infraestruturas de Portugal), entidade gestora das redes rodoviárias e ferroviárias nacionais, a reformular... afinal não é urgente é prioritário, e se existisse algum risco iminente, a ponte estaria fechada!

(2015)

A IP considera que a Ponte 25 de Abril é a "obra mais segura da nossa rede" por ser continuamente monitorizada. Anualmente são contabilizados, no total, cerca de 100 milhões de passageiros de trânsito rodoviário e ferroviário.

Eu acredito, porque não acreditar, é demasiado mau por tudo o que isso implica! Assim, foi lançado um concurso para a realização dos trabalhos de manutenção que vão durar 2 anos a serem executados à noite e não nos dias úteis, com um custo base de 18 milhões de euros. No entanto, o valor não fica por aqui, porque depois é necessário fiscalizar a empreitada, mais 1,5 milhões de euros, e para a assistência técnica à empreitada, quase mais 1 milhão. Dinheiro a ser pago pelos contribuintes e não pela Lusoponte que explora a Ponte 25 de Abril, visto esta última ser apenas responsável pela qualidade do pavimento da ponte...

(2004)

Este ano (2018), mais uma vez, a ponte esteve encerrada ao trânsito! Mas desta vez, não foi para realizar a meia e mini maratona, mas sim, devido às más condições climatéricas! :(

Assim, também não foi possível atravessar a ponte a pé. O grande culpado foi o vento forte! Foi a primeira vez que tal aconteceu na história deste evento da meia-maratona de Lisboa! Imaginem a tristeza de quem, como nós, se tinha inscrito pelo dia lúdico na ponte com tudo o que tinha direito! Mas, concordo plenamente: a segurança sempre em 1º lugar! Sem aventuras irresponsáveis, que não compensam os riscos que se podem correr!

(2004)

Assim, pela primeira vez na 28ª edição, teve de se recorrer ao plano B, por decisão das entidades e autoridades competentes: a prova iniciou-se em Sete Rios no viaduto do Eixo Norte-Sul, junto ao Jardim Zoológico.

Notícia péssima, notícia triste para os participantes que queriam pela primeira vez ou para reviver, passar na Ponte 25 de Abril! Mas, na minha opinião, foi a medida mais acertada da organização: ou seria recorrer ao plano B ou então anular a prova! A polémica estava criada, havendo muitos a defender que o dinheiro deveria ser devolvido aos participantes que queriam apenas passar a ponte, outros a defender o adiamento.

(2004)

Porém, eu entendo a decisão da organização!

Esta prova integra a prova dos atletas da elite que partem como sempre de Algés, não tendo sido afetados por estas problemáticas e para a esmagadora maioria sendo profissionais na área, um adiamento não seria com certeza viável... impossível de conciliar a agenda destes atletas.Também estavam cerca de 6000 participantes estrangeiros que fizeram um considerável investimento financeiro para poderem marcar a sua presença com a inscrição, hotel e viagens!

E por fim, o Regulamento! Sim, ninguém se inscreve, se não concorda com o regulamento. Sim, de acordo com o ponto 23 do regulamento "O cancelamento da prova pode ocorrer devido a fatores externos à organização (condições climatéricas extremas, manifestações, restrições governamentais, etc.)."

Entre cancelar e mudar o percurso, penso que seja mais correto mudar o percurso! Claro que o ideal e o pretendido por muitos, diria até por todos, era passar na ponte!

(2015)

Já agora, uma curiosidade dos números dos dorsais atribuídos na última prova em 2018: Enquanto aos da meia e da mini, os números que lhes calha é pura sorte, com os da elite já não se passa o mesmo! Então vejamos...

(2004)

  •  O dorsal número 1 foi para ... Zersenay Tadese! Merecidamente!  É uma honra poder contar com a presença deste corredor eritreu que nos deu a todos a alegria de ter batido o recorde mundial com 58.23 minutos na prova de 2010. Recorde mundial que ainda ninguém conseguiu bater!  Em 2018 fez mais uma vez uma excelente prova que não foi o suficiente para bater o vencedor queniano, Erick Kiptanui, cujo tempo foi de 01:00:05.
  • O número 2 foi atribuído ao ugandês Stephen Kiprotich, que Lisboa teve o prazer de receber; foi campeão olímpico da maratona em Londres 2012 e campeão mundial em 2013.
  • Com o número 3 correu o queniano Sammy Kitwara que já conseguiu fazer esta distância em menos de 59 minutos.
(2004)

Mas, isto é como no futebol, prognósticos só no fim do jogo! Apesar de se tratarem de atletas muito experientes, o favoritismo depende sempre muito da condição física do momento, e nem sempre se consegue estar ao melhor nível! Mas isto não tira o mérito e os feitos já alcançados a ninguém!

Para quem tem curiosidade sobre os vencedores ao longo das 28 edições desta prova, encontrei uma tabela (ligação externa), que resume muito bem estes dados!  Não há dúvida, neste ranking os quenianos são imbatíveis, assumindo uma larga vantagem sobre os restantes países, tendo ganho na categoria masculina 15 das 28 edições, mais de metade.... e na categoria feminina 16 das 28 edições!

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Se se pensa, que depois da travessia da ponte, já só falta chegar à meta! Está muito enganado!

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Quem vai com o espírito de desfrutar desta oportunidade rara de conseguir expulsar os carros destas zonas lindíssimas de Lisboa, ainda lhe espera o próximo ponto alto antes da meta: o percurso ao longo da beira rio, passando por baixo da ponte e junto às Docas! O melhor é ter a máquina preparada para disparar!

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Assim, depois de concluída a travessia, um momento merecido para fazer uma pequena pausa e fazer as despedidas deste belo passeio em cima do tabuleiro da ponte!

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Nós retomámos a caminhada, ou seja, o passeio fotográfico, e juntámos-nos à multidão, para realizar a "2ª etapa" da mini maratona...

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Outros às cavalitas dos pais:

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A sair da ponte e a encaminharmo-nos para Belém...

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Seguem-se as fotos do percurso...

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↪ Os nossos filhos, até marcharam, não dando sinal de cansaço: "1,2, esquerdo, direito, encolhe a barriga e estica o peito!" :)


Yupi! Já fizemos mais de metade do percurso! 4 km já cá cantam, ou melhor já estão palmilhados!

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A alegria é geral, e todos querem tirar uma foto deste momento alto... :)

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↪ Primeiro passamos por cima do tabuleiro inferior, depois por cima do tabuleiro superior, e agora é mesmo por baixo da ponte... vimo-la de todas as perspectivas...!


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↪ A descer até Alcântara-Terra...

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↪ O senhor junto ao carro vermelho (no piso superior... :)  ), conseguiu ser, nesta zona, um ponto de atração... atraindo olhares e sorrisos para a sua câmara...! :)

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↪ Ora, picámos o ponto em Alcântara-Terra às 11h45! Está óptimo!

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Deixámos definitivamente a zona concessionada pela Lusoponte...

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... e entrámos na longa reta final, à beira rio e muito animada!
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Rumo ao emblemático Mosteiro dos Jerónimos...





Se quiserem continuar a acompanhar esta série "Travessia da Ponte 25 de Abril", mantenham-se atentos ao próximo post.


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