>>>> A cidade de Almada - A não perder...

A Ponte 25 de Abril é das 2 margens, mas tende a ser associada por mim, no meu inconsciente, mais a Almada. Penso que isto se deve ao pandã que faz com o Cristo Rei, é como se fosse uma dupla invencível, uma estrutura única....


Tanto assim o é, que intuitivamente, quando se fala em Almada, visualizo logo a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei. É sem dúvida uma das imagens de marca de Almada.

↪ Já repararam no ícone amarelo no rio? É o HippoTrip de Lisboa, um autocarro anfíbio! Já andamos nele e foi muito divertido, aconselhamos vivamente. Oportunamente, quando chegar a esse arquivo de fotos, posso partilhar convosco essa experiência que tivemos... :)


Outra visão, claro, também muito romântica, é de considerar Almada como ponto de encontro entre o Rio Tejo e o oceano Atlântico, abraçando os seus braços do estuário o vasto mar, assim como o abraço sentido do nosso Cristo Rei...


Almada, e todos o sabemos, é fantástica para proporcionar outras perspectivas de Lisboa, a partir da margem sul, perspetivas simplesmente soberbas!


É o miradouro para Lisboa, estando ambas cidades separadas pelas águas tranquilas do rio Tejo. Assim, para terem imagens espetaculares de Lisboa é só escolher, entre os miradouros mais badalados, sejam elas do Cristo Rei, do elevador panorâmico da Boca do Vento com o Jardim do Rio aos seus pés, da Casa da Cerca ou do Castelo de Almada.


Almada cresceu junto ao rio, devido aos argumentos óbvios, que o rio oferece, tanto para a pesca como para o transporte.


Também por ter sido (e ainda o é) local predilecto de veraneio, principalmente dos Lisboetas, e em particular da corte, que procuravam por estas bandas as praias, a construção iniciou-se por aqui com algumas casas nobres. Assim, exemplos conhecidos dos que passaram aqui algum do seu tempo são a rainha D. Leonor Teles, Gil Vicente, D. Nuno Álvares Pereira, e o rei D. Pedro V.

↪ No Pátio Prior do Crato, Gil Vicente fez a sua primeira apresentação do "Auto da Índia" à rainha D. Leonor Teles (ler mais em >>>> Visita Flash a Almada Velha).


Porém, desde a inauguração da Ponte sobre o Tejo a 6 de agosto de 1966, o cenário mudou (podem ler um pouco mais sobre este tema em >>>> Visita Flash ao Porto Brandão, Caparica e Trafaria...).


Ocorreu um enorme aumento demográfico, para o qual também contribuiu a expansão dos estaleiros navais da Lisnave.  Daí, parte significativa da população ter estado ligada à construção naval.


Hoje é dormitório de grande parte da população que atravessa a ponte de carro ou de comboio para ir trabalhar em Lisboa.


Não é de estranhar que Almada seja uma das 10 cidades mais populosas de Portugal.


Porém, a designação dormitório tem uma conotação muito passiva, e não é disto que se trata em Almada!



Ora, não se fique a pensar que Almada é o parente pobre da capital, que vive somente para a servir! Já agora, também já se protegeu a entrada do rio Tejo a partir de Almada, evidentemente, para defender a cidade de Lisboa de possíveis ataques....
Ok, para além das funções de defesa desempenhadas antigamente, de local de veraneio da corte e não só, da atual função de miradouro e dormitório, existe muito mais!


Com tanta população, não poderia faltar um shopping, ou seja, um centro comercial, enfim, um local de puro consumismo, o que por vezes, também é necessário: o Almada Forum, o maior centro comercial da margem sul e o 3º maior do país, pelo menos por enquanto, visto tratar-se de uma área em constante mudança. Já agora, até à data o maior em Portugal, é o Dolce Vita Tejo, na Amadora.


No Almada Forum, como em muitos centros comerciais, encontram-se principalmente lojas de roupa e calçado, oferecendo também um hipermercado, livrarias, espaços de restauração, e claro, salas de cinema, que também já nos habituámos a encontrar nestes locais...e ainda música ao vivo. Mas este centro comercial, inaugurado em 2002, tem particularidades almadenses! Combina o espaço com o meio no qual se enquadra...inspirando-se por exemplo na vila piscatória, aproveitando e proporcionando as vistas únicas que se tem para o rio Tejo, a ponte e o Cristo Rei, estando a arte sempre presente. Este espírito valeu-lhe um prémio do Melhor Centro Comercial da Europa em 2003, o MPIM Award 2003, assim como outro prémio do Melhor Centro Comercial do Mundo em 2004, na Categoria de Desenvolvimento e Design, o International Design and Development Award.


Mas em Almada não se pensa só no consumo! É uma cidade que tem várias referências à paz! Como assim? Então, eu explico.


Existe uma ciclovia que liga o Forum Almada ao Parque da Paz, no Feijó. O nome Parque da Paz não poderia ter sido melhor escolhido, fazendo a "ponte", desta vez não para Lisboa, mas para o Santuário Nacional do Cristo Rei, que também pretende transmitir esta mensagem. Assim, faz também juz à designação original de Almada aquando da doação de D. Afonso Henriques em 1147: Vimadel = Povoação de todos! Num local de todos, certamente reina a paz! O Parque da Paz é considerado o pulmão de Almada, tratando-se de uma área natural com um total de 60 hectares.


E pegando na deixa da ciclovia, é importante referir outro meio de transporte que veio melhorar em muito as infraestruturas de Almada, prestando um serviço público pertinente aos residentes e visitantes: o Metro Sul do Tejo, abreviadamente MST.


Trata-se de outra bandeira de Almada da qual a cidade se orgulha. A atual rede é composta por 3 linhas em forma de "y", estando no limite de cada braço respetivamente, Corroios, Caparica e Cacilhas. Esta configuração existe desde novembro de 2008. Estão previstos alargamentos para os concelhos do Seixal e da Moita que estão suspensos desde o mesmo ano.

Assim, o MST liga-se às principais conexões de Lisboa, nomeadamente à Fertagus no Pragal (linha ferroviária que faz a ligação de comboio através da Ponte 25 de Abril) e à Transtejo em Cacilhas (ligação fluvial para o Cais do Sodré).


Na esmagadora maioria das paragens deste metropolitano de superfície, existe também associada uma paragem do TST.


Além de se ter dado uma especial atenção às conexões com os outros meios de transporte de ligação a Lisboa, prestou-se também muita atenção às ligações ao pólo universitário do Monte da Caparica, nomeadamente à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.


As cores do metro, em tons de azul e branco, não são do FC Porto..., são correspondentes ao Grupo Barraqueiro, pois é o líder do consórcio que ganhou este concurso público internacional, cujo prazo de concessão termina em 2032.


E por falar em anos, faz sentido referir também neste post que o foral atribuído a Almada pelo rei povoador D. Sancho I data de agosto de 1190, tendo sido renovado por D. Afonso II em 1217 e por D. Manuel I em 1513.


Almada foi elevada a cidade em 1973, celebrando-se a festa da cidade anualmente pelo feriado municipal de São João, dia 24 de junho.


A festa, remete-me para o próximo assunto, que é musical: pois não há festa que se preze, sem música! Almada tem sido também agraciada no campo musical, tendo sido berço de muitos músicos famosos!


E assim, termino esta mensagem de forma musical, prestando homenagem aos muitos e grandes músicos nascidos em Almada, como:

  • Xutos e Pontapés: tantas músicas desta banda marcaram a minha geração, mas a escolha foi fácil, só poderia ser o tema "Para sempre" para prestar homenagem ao Zé Pedro que nos deixou a 30 de novembro de 2017...


  • UHF: não tive dúvidas, o meu marido preparou-me uma serenata no dia do casamento com um grupo de amigos e cantou precisamente esta "Menina estás à janela", bem romântico... a versão do Vitorino também está muito bonita...


  • Depois do Rock, segue-se agora o estilo Hip Hop, dos Da Weasel, com "Re-tratamento"


  • E agora segue-se uma cantora, Sara Tavares. Estava na dúvida entre "Chamar a música", mas lá optei por "Eu sei"...

  • A banda Melech Mechaya, é uma banda de música judaica, ou seja, klezmer, com inspirações nas músicas ciganas, dos Balcãs e árabes. Mas partilho aqui um tema que tem muita inspiração na música popular portuguesa: "Chapéu Preto".
    Curiosidade: A letra do tema "Chapéu Preto" é da autoria do compositor e maestro Arlindo de Carvalho, natural da Soalheira, Fundão, Beira Baixa, que viveu entre 27/04/1930 - 26/11/2016. Este tema foi um dos seus grandes êxitos, tal como a Canção da Beira Baixa ou o Fadinho Serrano, entre muitos outros... certamente serão músicas eternas...
    E um exemplo vivo disto, é este tema, como muitos da sua autoria, ter sido cantado e tocado por muitos intérpretes portugueses... ficando aqui mais uma versão...


  • O´queStrada, banda que reinventa a música popular. Deixo-vos aqui o tema "Oxalá Te Veja" do primeiro álbum lançado em 2009, Tasca Beat: O Sonho Português:


  • E por falar em estrada, descobri por acaso este grupo, que irradia boa disposição e muita animação. Achei muito interessante, e vem mesmo a propósito, não estivesse eu a escrever sobre Almada e os seus músicos, AlmaDa Street Band (podem consultar aqui o seu site). Achei o trocadilho com o nome da cidade Almada o máximo, ainda não me tinha ocorrido, e considero muito bem conjugado com Street, tendo em conta a dinâmica deste grupo:

Se gostarem de assistir a esta banda ao vivo, então nada como tentar a vossa sorte pelas ruas de Almada.


Nessa visita, não se esqueçam que Almada tem também história, nomeadamente no núcleo histórico, conhecido por Almada Velha, grandes eventos anuais como o Festival Internacional de Teatro, e locais maravilhosos para descobrir.


A visitar na cidade de Almada:

A visitar nos arredores:

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Para ler mais sobre o tema deste post, podem consultar as seguintes ligações externas de referência:

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