>>>> Olho de Boi e Cais do Ginjal, Almada - A não perder...

O nome desta localidade causa alguma estranheza, mas pode estar ligado aos pampilhos. Evidentemente não me estou a referir ao doce, mas sim à planta, também conhecida por malmequer, margarida-brava, beijos-de-estudante e como olho de boi, tratando-se de uma flor silvestre.

Para chegarmos a Olho de Boi, fomos no elevador panorâmico da Boca do Vento, acessível a partir de Almada Velha. Este elevador foi inaugurado em 2000 para promover esta parte histórica de Almada, permitindo o acesso à frente ribeirinha e vistas deslumbrantes sobre Lisboa, a Ponte 25 de Abril e o Cais do Ginjal.
Descendo no elevador panorâmico, temos vistas maravilhosas a partir da cabine. Porém, devido a questões de limpeza do vidro, as imagens podem por vezes parecer um pouco turvas, ou mesmo com, enfim, alguma sujidade... sem falar nas questões de reflexos... ok, um rol de problemas, desafios e também desculpas para as nossas limitadas competências fotográficas em conseguir captar fotos impecáveis... :)

 Tendo concluído o percurso de elevador, aproveitámos para observar o elevador panorâmico, agora de uma altitude mais reduzida, ou seja, com a perspectiva inversa, de baixo para cima:

Demos uma voltinha por Olho de Boi. O jardim do rio é um espaço relvado muito simpático que convida a um descanso e momentos de relaxe, tendo como pano de fundo Lisboa e o rio. A Sara não pôde resistir a este relvado, e fez questão de andar descalça no relvado, deitar-se, etc... aproveitar ao máximo estes momentos, uma autêntica bon vivant....

Seguimos até à Fonte da Pipa, fontanário mandado construir por D. João V em 1736.

Trata-se de uma fonte monumental de 4 bicas.

Invertemos a nossa direção, e fomos rumo ao Cais do Ginjal, que se estende do elevador panorâmico da Boca do Vento até à estação de embarque de Cacilhas.

Esta frente ribeirinha do Cais do Ginjal encontra-se num estado muito degradado com armazéns abandonados e paredes grafitadas, mantendo apesar desta situação um ambiente apetecível ao passeio, muito devido à proximidade com o rio e Lisboa ali à mão. Por isso mesmo, também aqui, está prevista uma requalificação para tornar-se um local ainda mais convidativo ao turismo.

"Atira-te ao rio e ponto final!". Poderia ser uma exclamação com todo o propósito neste contexto, mas não, tratam-se de dois restaurantes vizinhíssimos. 

Ambos fazem um aproveitamento muito eficaz de um espaço, que à primeira vista parece muito escasso, com direito a esplanada inclusive, quase a comer em cima do rio.
Aqui a conjugação das seguintes expressões não poderiam ser mais adequadas: basta um passo em falso e mergulhamos literalmente na água. Até diria que aqueles lugares são demasiado arriscados para mim, a não ser com uma bóia :); mas para quem quer ter a sensação de estar a usufruir de uma esplanada literalmente em cima do rio, com o pezinho na água, penso que sejam os lugares mais concorridos.
Deixo aqui a ementa do "atira-te ao rio", do dia que passeamos por aqui, para abrir o apetite a dar esta voltinha

Segue abaixo a lista "A não perder no Olho de Boi" sugerida pelos 4:
  • Apreciar as vistas da plataforma do elevador panorâmico Boca do Vento para a Ponte 25 de Abril, o rio Tejo e Lisboa;
  • Descer no elevador panorâmico Boca do Vento até Olho de Boi;
  • Desfrutar do jardim do rio;
  • Visitar a Fonte da Pipa já a caminho dos 300 anos de existência;
  • Fazer o percurso do Cais do Ginjal até Cacilhas.


A visitar nos arredores:

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